terça-feira, 9 de abril de 2013

Noções básicas sobre as cobras

 
 
 Existem 2.700 espécies conhecidas de cobras e todos esses répteis compartilham das mesmas características:
 
 
  • Têm corpos finos, lineares e sem membros;
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  • São carnívoros;
 
  • Têm sangue frio (são ectotérmicos), o que significa que sua temperatura interna varia com a temperatura do ambiente.
 
 
  • Há uma boa razão para as cobras parecem lagartos sem pernas: ambos constituem a ordem Squamata, que é dividida nas subordens Sauria para os lagartos e Ophidia para as cobras. Como as cobras são alongadas, seus órgãos são dispostos linearmente, mas no restante elas são iguais aos demais vertebrados. Há uma caixa óssea guardando o cérebro e os órgãos sensoriais ficam na cabeça, possuindo quase todos os sentidos que nós humanos, mas com algumas modificações:
 
     
  • Audição - embora as cobras não tenham orelhas, as ondas de som provenientes do ar atingem sua pele e são transferidas dos músculos para o osso. Quando o som atinge o osso do ouvido sob o crânio, envia vibrações para o ouvido interno, sendo o som processado pelo cérebro;
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  • Visão - as cobras não vêem cores, mas seus olhos têm uma combinação de receptores luminosos: bastonetes que provêm uma visão fraca porém indistinta de luz e cones que produzem imagens claras. A complexidade dos olhos varia entre as espécies devido aos seus diferentes estilos de vida. As cobras que vivem primordialmente em locais subterrâneos, por exemplo, têm olhos menores que processam somente claro e escuro, mas cobras que vivem acima do solo e usam a visão para caçar têm visão cristalina e uma boa percepção de profundidade. Algumas espécies, especificamente as jibóias e as pítons, têm um segundo instrumento visual: órgãos receptores dentro de sulcos nas suas cabeças percebem as fontes de calor nos arredores como se fossem óculos infravermelhos , uma habilidade bastante útil para a caça noturna de animais de sangue quente;
 
 
 
  • Olfato - como os humanos, as cobras inspiram os odores que há no ar para dentro das aberturas nasais e os levam para uma câmara olfatória onde é feito o processamento; ainda assim, as cobras têm um sistema secundário. Quando uma cobra vibra sua língua, ela está juntando partículas de odor, que são transferidas para duas bolsas cheias de fluido no céu da boca, os órgãos de Jacobson, e depois para uma segunda câmara olfatória menor. A língua é usada apenas para ajudar nesse processo; as cobras não têm o sentido do paladar.
 

 

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